Ex-chefe do PlayStation critica o fim dos discos físicos e questiona conceito de propriedade

Foto: Playstation/Reprodução

O avanço do mercado digital na indústria de jogos continua gerando debates entre figuras proeminentes do setor. Shawn Layden, ex-presidente da Sony Interactive Entertainment (SIE) Worldwide Studios, expressou recentemente sua discordância em relação à decisão da empresa de encerrar a produção de discos físicos para seus videogames. As declarações foram feitas durante participação no podcast The Expansion Pass.

Com uma trajetória na companhia iniciada em 1987 e encerrada com sua aposentadoria da liderança dos estúdios em 2019, Layden reconhece a conveniência proporcionada pelo formato digital. No entanto, o executivo argumenta que a eliminação da mídia física traz riscos consideráveis para a reputação da marca e fere o conceito tradicional de propriedade no ecossistema de entretenimento eletrônico.

De acordo com a análise do ex-dirigente, mesmo que o mercado atual apresente uma proporção em que a grande maioria dos consumidores opte por downloads, a fatia minoritária que prefere o formato físico mantém uma relevância estratégica inegável. Para ele, esses compradores representam o segmento mais fiel da base de fãs, demonstrando hábitos de consumo voltados ao colecionismo e à aquisição de múltiplos exemplares de um mesmo título.

O ponto nevrálgico levantado por Layden diz respeito à transição entre posse e licenciamento. O ex-executivo questionou a validade do termo “compra” quando o usuário perde a capacidade de revender ou transferir o produto adquirido. Na visão dele, a substituição da propriedade física por licenças de acesso altera profundamente a relação comercial entre a fabricante e o consumidor.

Com informações: Adrenaline — ver matéria original

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.