O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conduziu nesta terça-feira (20) uma reunião com representantes da Meta e das campanhas dos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O encontro teve como pauta principal debater o cumprimento de uma decisão judicial que obriga a empresa a assegurar tratamento igualitário entre as candidaturas em suas plataformas, que incluem Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp.
A sessão foi intermediada pelo ministro substituto Marco Aurélio Bellizze, após a companhia apresentar dados sobre as providências tomadas e requerer a audiência. A intimação anterior exigia respostas em até 24 horas a respeito dos algoritmos de distribuição de postagens e das regras aplicadas a anúncios eleitorais. A controvérsia surgiu após questionamentos de ambas as partes sobre eventuais disparidades no alcance orgânico e no comportamento de ferramentas baseadas em inteligência artificial.
Acusações de restrição e resposta da plataforma
Durante as discussões, a campanha petista apontou que materiais associados ao candidato enfrentavam barreiras de visibilidade, enquanto publicações voltadas ao concorrente gozavam de vantagens no fluxo de distribuição. O uso de recursos da Meta AI na geração e veiculação de material de campanha também entrou na pauta de reclamações. Em contrapartida, a empresa refutou as alegações e justificou as ocorrências como decorrências estritamente técnicas.
O plenário do TSE havia ratificado por unanimidade, na sexta-feira (16), uma ordem que proíbe a Meta de interferir na entrega de conteúdos político-eleitorais de ambos os grupos até o encerramento do segundo turno, agendado para o dia 25 de outubro. A determinação veda a redução proposital de alcance, exclusão de sistemas de recomendação e alterações métricas, salvaguardando apenas diretrizes prévias da própria empresa aplicadas de forma neutra e o cumprimento de mandados judiciais.
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

