Imagine criar uma versão digital de você mesmo capaz de conversar com outras pessoas. Essa tecnologia já está sendo testada pela Synthesia, startup especializada em vídeos e avatares gerados por inteligência artificial.
A empresa criou para a jornalista do TechCrunch Dominic-Madori Davis um avatar interativo baseado em imagens, voz e informações de um de seus artigos. O sistema consegue ouvir perguntas, processar o conteúdo e responder utilizando uma representação virtual da jornalista.
Para produzir o avatar, foram capturadas diversas fotografias e uma gravação de aproximadamente dois minutos da voz da repórter. O sistema combina reconhecimento de voz, modelos de linguagem, síntese vocal e geração de vídeo.
Há, porém, uma diferença importante em relação a um chatbot convencional: o avatar utilizado no teste foi configurado para responder apenas perguntas relacionadas ao conteúdo utilizado em seu treinamento. Quando questionado sobre informações que não estavam naquele material, ele direcionava a conversa novamente para o tema original.
A Synthesia oferece diferentes tipos de avatares para empresas, incluindo ferramentas de treinamento corporativo, simulações de conversas e sistemas que podem ser integrados a outros serviços de IA.
O experimento também levanta uma questão para o jornalismo e a comunicação: se uma versão digital de uma pessoa pode responder perguntas e apresentar informações sem a presença do indivíduo, até onde vai o uso legítimo de um avatar e onde começa a necessidade de deixar claro que o interlocutor é uma IA?
FONTES CONSULTADAS
* [TechCrunch — experiência com avatar digital interativo](https://techcrunch.com/2026/09/26/i-created-an-interactive-digital-avatar-of-myself-and-you-can-talk-to-it/?utm_source=chatgpt.com) * [Synthesia — site oficial](https://www.synthesia.io/?utm_source=chatgpt.com)
