Dados de acesso ao programa Smart Sampa, sistema de videomonitoramento da Prefeitura de São Paulo, permaneceram expostos em um repositório público na internet por aproximadamente 11 meses. O material disponível permitia visualizar transmissões ao vivo de parte das mais de 58 mil câmeras integradas à plataforma municipal, além de conter registros detalhados de milhares de agentes de segurança.
Conforme apurado por veículos de imprensa, o repositório continha dezenas de combinações de login e senha, dados cadastrais de mais de 6 mil profissionais e informações funcionais. As credenciais permitiam o acesso à plataforma da Sentinelx, empresa fornecedora do software utilizado no projeto, possibilitando a visualização de imagens de vias públicas e de prédios institucionais.
Testes práticos realizados por repórteres comprovaram a vulnerabilidade ao acompanhar em tempo real movimentos diante de equipamentos instalados em áreas centrais e em locais sensíveis. Entre as instalações monitoradas que tiveram fluxos expostos estavam centenas de unidades básicas de saúde, escolas municipais de educação infantil e fundamental, centros de atenção psicossocial e hospitais.
Procurada, a administração municipal confirmou o vazamento, mas negou a existência de falhas estruturais de segurança na plataforma. De acordo com nota oficial emitida pela gestão local, os dados foram divulgados de maneira ilegal por um funcionário, que já foi devidamente identificado, afastado de suas funções e colocado sob investigação da Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana.
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

