O Google está ampliando o uso do Gemini para tarefas que tradicionalmente exigiam uma ligação telefônica. O assistente de inteligência artificial passou a contar com recursos capazes de realizar chamadas para empresas em nome do usuário em determinadas situações.

A ferramenta foi desenvolvida para lidar com tarefas como verificar disponibilidade, consultar informações e obter dados diretamente de estabelecimentos comerciais. O sistema utiliza IA para conduzir a conversa e retornar as informações encontradas ao usuário.

A novidade faz parte de uma mudança na maneira como empresas de tecnologia estão projetando seus assistentes. Em vez de apenas responder perguntas ou abrir aplicativos, os sistemas passam a executar etapas necessárias para concluir uma tarefa.

Na prática, o usuário pode informar ao Gemini o que precisa saber sobre determinado estabelecimento. O assistente pode então realizar a chamada e buscar a informação solicitada sem que a pessoa precise conversar diretamente com um atendente.

O recurso também depende de limitações e disponibilidade específicas. Nem todas as empresas ou tipos de solicitação necessariamente são compatíveis com o sistema.

A expansão ocorre em um momento em que Google, Microsoft, Meta e outras empresas estão investindo em agentes capazes de agir de maneira mais autônoma.

A diferença em relação a um chatbot convencional está justamente na capacidade de executar ações fora da interface da conversa. No caso do Gemini, a ligação telefônica é utilizada como uma ponte entre a IA e empresas que ainda dependem de atendimento tradicional.

A tendência pode alterar a maneira como usuários realizam tarefas simples, como pesquisar preços, confirmar horários e verificar disponibilidade de serviços.

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