Uma campanha maliciosa recente utilizou um site falso que imitava a página de downloads da WatchGuard para coletar credenciais de acesso a redes corporativas. Identificada por pesquisadores da empresa de segurança Huntress, a estratégia foi desenhada para não levantar suspeitas das vítimas, capturando dados confidenciais antes de entregar o programa legítimo para instalação.
A investigação teve início após a detecção de atividades atípicas envolvendo um administrador que operava em um provedor de serviços gerenciados. Conforme apurado, o profissional realizou uma busca no mecanismo de busca Bing para encontrar o instalador da VPN da WatchGuard, acabando por acessar a página fraudulenta que reproduzia fielmente o design do site oficial.
Mecanismo de captura dupla de dados
O endereço falso exibia uma seção dedicada ao download do software Mobile VPN with SSL. Para prosseguir, os visitantes eram obrigados a preencher um formulário solicitando o endereço do servidor, nome de usuário e senha, exatamente como exige o cliente legítimo. No entanto, em vez de enviar os dados para os servidores da empresa, as informações eram transmitidas para um domínio controlado pelos operadores do golpe.
O sistema fraudulento empregava um artifício técnico para forçar uma segunda tentativa de roubo: o primeiro envio do formulário era rejeitado e os campos eram apagados, induzindo a vítima a redigir as credenciais novamente. Relatórios indicam que o domínio utilizado para a distribuição do falso download foi registrado em 22 de agosto de 2026, enquanto a estrutura de coleta surgiu semanas depois, em 14 de setembro.
Uso do instalador oficial para encobrir rastros
Após a etapa de extração das informações, a página redirecionava o usuário para o download do software diretamente da rede oficial de distribuição da WatchGuard. O arquivo baixado correspondia à versão 12.11.5 do Mobile VPN with SSL e mantinha uma assinatura digital válida da WatchGuard Technologies, datada de 4 de novembro de 2025.
As análises conduzidas pelos investigadores confirmaram que o executável não sofreu alterações após receber a assinatura digital oficial. Dessa forma, os criminosos conseguiram aliar a engenharia social de um site falsificado à confiabilidade de um instalador legítimo para evitar alertas de softwares antivírus e desconfianças iniciais dos usuários afetados.
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

