Um levantamento realizado pelo Canaltech analisou o comportamento de mercado do BYD Dolphin Mini após 24 meses de sua chegada oficial ao Brasil, ocorrida em fevereiro de 2024. O modelo elétrico, equipado com bateria de 38 kWh, estreou no país tabelado em R$ 115.800 e passou por uma aferição de valor com base na Tabela Fipe e registros da plataforma Webmotors.
Segundo a pesquisa, em fevereiro de 2026 a cotação do veículo alcançou R$ 99.905 pela Tabela Fipe. Esse valor representa uma retração financeira de R$ 15.895 em relação ao preço sugerido de lançamento. Em índices percentuais, a desvalorização acumulada do subcompacto no intervalo de dois anos foi calculada em aproximadamente 13,7%, o que significa uma retenção de cerca de 86,3% do valor de nota fiscal original.
Para contextualizar o desempenho comercial, o estudo traçou um paralelo com um concorrente tradicional a combustão, o Volkswagen Polo Track. Na época em que o elétrico da BYD estreou, o hatch de entrada da montadora alemã registrava cotação Fipe de R$ 87.990. Dois anos depois, o preço médio do modelo seminovo passou para R$ 80.825, configurando uma redução de R$ 7.165, equivalente a 8,14%.
Embora a depreciação do modelo a combustão tenha sido quase cinco pontos percentuais menor do que a observada no veículo da BYD, a análise pondera que o Polo Track possui forte volume alavancado por vendas diretas para frotistas e locadoras. Essa dinâmica de mercado com rotação rápida de estoque costuma ajudar na sustentação das cotações no segmento de seminovos.
Fonte: Canaltech — ver matéria original
