Avanço de deepfakes desafia validação de provas audiovisuais, alertam OpenAI e Meta

Avanço de deepfakes desafia validação de provas audiovisuais, alertam OpenAI e Meta

Imagem: MDV Edwards/Shutterstock

Representantes da OpenAI e da Meta alertaram integrantes do Judiciário dos Estados Unidos sobre as dificuldades crescentes para identificar vídeos e áudios falsos produzidos por inteligência artificial. Segundo os especialistas, os chamados deepfakes estão se tornando tão sofisticados que será cada vez mais complexo verificar a autenticidade de provas audiovisuais apresentadas em processos judiciais.

O alerta foi formalizado durante uma reunião em Boston promovida pelo Comitê Consultivo sobre Regras de Provas da Conferência Judicial dos Estados Unidos. Desde 2023, o grupo avalia os riscos associados a conteúdos fabricados por sistemas tecnológicos avançados e debate quais critérios devem ser adotados para confirmar a validade desse tipo de evidência nos tribunais.

Dificuldades técnicas na detecção

Durante o encontro, Shira Anderson, advogada de políticas públicas da OpenAI, destacou que os constantes progressos na geração de imagens por inteligência artificial limitam o desenvolvimento de métodos científicos capazes de reconhecer materiais artificiais. Conforme apurado, a especialista pontuou que a precisão visual alcançada por essas ferramentas dificulta a criação de mecanismos confiáveis de triagem no futuro.

Na mesma linha, Devin Norder, diretor de gerenciamento de produtos da Meta, enfatizou que mídias geradas pelos modelos mais recentes já se tornaram praticamente indistinguíveis para observadores comuns. O executivo ressaltou ainda que o baixo custo e a rapidez na produção dessas mídias elevam o grau de preocupação com a introdução de elementos falsificados em disputas legais.

Cenário atual nos tribunais

Apesar do alerta emitido por especialistas da indústria, registros de contestações judiciais baseadas em deepfakes ainda são escassos no sistema de justiça norte-americano. Dados do Centro Judicial Federal divulgados em março apontam que apenas uma parcela reduzida de magistrados enfrentou situações em que a veracidade de uma evidência foi questionada sob suspeita de manipulação artificial.

Diante do cenário de evolução tecnológica, o juiz federal Jesse Furman, presidente do comitê, estabeleceu a criação de um subcomitê dedicado a aprofundar as investigações sobre o tema. Especialistas acadêmicos e governamentais reforçam que a habilidade dos tribunais em barrar evidências falsificadas exigirá constante adaptação regulatória e técnica.

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.