A Amazon bloqueou o acesso do Muse, agente de inteligência artificial desenvolvido pela Meta, à sua plataforma de comércio eletrônico.
O Muse foi criado para realizar tarefas em nome do usuário, incluindo pesquisas de produtos e compras. A ferramenta utiliza um computador virtual para navegar por sites e executar determinadas ações solicitadas pelo usuário.
Segundo a Amazon, porém, a Meta não solicitou autorização antes de permitir que o agente acessasse sua plataforma.
A varejista também afirma que o Muse não se identificava adequadamente como um agente automatizado durante a navegação. A Amazon considera esse comportamento contrário às regras estabelecidas para aplicações automatizadas.
Após o bloqueio, usuários que tentam utilizar o Muse para acessar a Amazon recebem uma mensagem informando que o acesso do agente viola os termos de uso do serviço.
A situação representa um dos primeiros conflitos mais visíveis envolvendo agentes de IA capazes de comprar produtos autonomamente.
A questão é diferente daquela enfrentada pelos chatbots tradicionais. Em vez de apenas apresentar uma recomendação, agentes como o Muse podem navegar por páginas, comparar produtos e iniciar processos de compra em nome do usuário.
A Amazon afirma que terceiros que desejam realizar compras em sua plataforma precisam respeitar as regras de acesso estabelecidas pela empresa.
A Meta, por outro lado, continua desenvolvendo o Muse e afirma que o sistema possui mecanismos para exigir autorização do usuário antes da conclusão de uma compra.
O episódio mostra uma das principais questões que devem acompanhar a expansão da IA agentiva: quem controla o acesso dos agentes aos serviços externos que eles precisam utilizar para realizar tarefas?
Fontes consultadas nesta matéria:
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.