A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolará no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A iniciativa jurídica aponta que a Meta, conglomerado responsável por plataformas como Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp, teria beneficiado o candidato adversário por meio de seus algoritmos de recomendação e recursos de inteligência artificial (IA).
De acordo com os argumentos formulados na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), os sistemas das redes sociais amplificaram a distribuição de materiais favoráveis a Flávio e seus aliados. Simultaneamente, a acusação sustenta que houve restrições intencionais no alcance de publicações e perfis oficiais associados à candidatura petista durante o período eleitoral.
Decisão judicial e exigências de conformidade
A movimentação jurídica ocorre após determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, exigindo que a Meta comprove a adoção de tratamento igualitário entre os concorrentes ao pleito. O magistrado estabeleceu um prazo de 24 horas para que a empresa demonstre a ausência de limitações na entrega de conteúdos políticos ou restrições em ferramentas de busca, sob pena de multa diária fixada em R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
Entre os episódios destacados pela equipe jurídica está o comportamento da ferramenta Meta AI, que supostamente recusava comandos para gerar imagens de campanha contendo o nome de Lula e o número 13, mas permitia a criação de materiais alusivos a Flávio Bolsonaro e ao número 22. Além disso, relatórios apresentados ao tribunal mencionam quedas temporárias de visibilidade no feed e recomendações direcionadas de canais rivais nas plataformas da companhia.
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

