Golpistas usam anúncios do Google para simular computador bloqueado e induzir vítimas a ligar para falso suporte

Foto: Google/Divulgação

Uma campanha de anúncios maliciosos exibidos pelo Google Ads está sendo utilizada para induzir usuários de Windows e Mac a acreditar que seus computadores foram bloqueados ou infectados.

Os anúncios aparecem em sites legítimos e direcionam a vítima para páginas criadas para simular alertas de segurança.

Ao acessar uma dessas páginas, o navegador pode esconder elementos como a barra de endereço e o cursor. Atalhos do teclado também podem ser prejudicados para criar a impressão de que o computador deixou de responder.

A página ainda pode reproduzir sons de alerta e apresentar mensagens afirmando que o dispositivo está comprometido.

O objetivo do golpe não é necessariamente instalar um vírus ou bloquear de fato o computador. A estratégia é criar uma situação de emergência para fazer a vítima ligar para um número de telefone apresentado na própria página.

Do outro lado da ligação, os criminosos podem se passar por técnicos de suporte e tentar convencer o usuário a fornecer informações, instalar programas ou pagar por um suposto serviço de recuperação.

Segundo a investigação divulgada pelo TechSpot, os anúncios fraudulentos chegaram a aparecer em páginas de grande circulação, incluindo serviços de mapas, previsão do tempo, imóveis, esportes e hospedagem de documentos.

O caso reforça um problema conhecido da publicidade digital: anúncios podem direcionar usuários para páginas fraudulentas mesmo quando aparecem dentro de sites legítimos.

Especialistas recomendam desconfiar de mensagens que afirmem que o computador está bloqueado e apresentem imediatamente um número de telefone para atendimento. Alertas reais do sistema não devem ser confundidos com páginas de navegador que tentam impedir o usuário de fechar a janela.

Fontes consultadas nesta matéria:

  • TechSpot — falsos alertas de computador bloqueado em anúncios do Google.

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.