O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) solicitou que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) priorize o monitoramento de mecânicas de recompensas aleatórias, conhecidas como loot boxes, em seis títulos de grande expressão no mercado de jogos eletrônicos. A diretriz foi divulgada na Nota Técnica nº 55/2026, publicada na quinta-feira (15), após uma avaliação que abrangeu 15 franquias e jogos populares no Brasil.
A lista de títulos sob análise inclui Counter-Strike 2 (Valve), a franquia Call of Duty (Activision), NBA 2K26 e WWE 2K26 (ambos da 2K), Genshin Impact (HoYoverse) e PUBG Mobile (Tencent/Krafton). De acordo com as informações divulgadas, o objetivo da medida não é proibir a comercialização dos games, mas sim verificar se menores de 18 anos ainda conseguem realizar compras ou obter itens aleatórios pagos.
Mecânicas sob avaliação e posicionamento oficial
O relatório detalha diferentes abordagens utilizadas pelos desenvolvedores para entregar conteúdos imprevisíveis, como caixas abertas com chaves pagas no CS2, pacotes de cartas colecionáveis em franquias esportivas, sistemas de desejos do tipo gacha e pacotes cosméticos em jogos de tiro para dispositivos móveis. A classificação indicativa de 18 anos identificada em alguns desses produtos foi considerada insuficiente pelo órgão para garantir que o acesso de crianças e adolescentes esteja bloqueado na prática.
Segundo fontes do setor governamental, a avaliação tem caráter preliminar e não comprova, por si só, infrações legais por parte das empresas envolvidas. O documento técnico também aponta estudos que associam os gastos com essas mecânicas a comportamentos de risco e sofrimento psicológico, embora ressalte que os dados disponíveis ainda não estabelecem uma relação direta de causa e efeito com transtornos clínicos definitivos.
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

