Atenção na urna: eleitor terá que votar em dois candidatos diferentes para o Senado; entenda a regra

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Nas eleições deste ano, marcadas para 4 de outubro, os brasileiros terão a missão de escolher dois candidatos ao Senado Federal. A mudança ocorre porque, no Brasil, a renovação da Casa Alta do Congresso não acontece de uma só vez, mas de forma alternada: em uma eleição, os eleitores renovam um terço das cadeiras (um senador por estado); na eleição seguinte, quatro anos depois, a renovação é de dois terços (dois senadores por estado).

Neste ano de 2026, 54 das 81 vagas do Senado estarão em disputa (duas por estado e pelo Distrito Federal). Como não há segundo turno para esse cargo, os dois candidatos mais votados em cada unidade da federação assumirão os mandatos, que têm duração de oito anos.

Segundo a cientista política Carolina de Paula, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a alternância tem uma razão prática: garantir estabilidade institucional. “A ideia é que a gente faça essa renovação variada para sempre ter um representante do estado ali que já tenha um olhar mais profundo sobre os temas que estão sendo legislados”, explica. Além dos titulares, cada chapa ao Senado é composta por dois suplentes, que assumem o cargo em casos de licença, afastamento ou nomeação do eleito para assumir um ministério, por exemplo.

Atenção na urna eletrônica

No dia da votação, a tela para a escolha dos senadores aparecerá logo após o registro dos votos para deputados federais e estaduais (ou distritais). O eleitor digitará o número da sua primeira escolha, e, na sequência, a urna abrirá automaticamente uma segunda tela para a confirmação do segundo nome.

A Justiça Eleitoral alerta para uma regra fundamental: os dois votos devem ser para candidatos diferentes. Caso o eleitor digite o mesmo número duas vezes, o primeiro voto será validado normalmente, mas a segunda escolha será anulada pelo sistema. Em 2018, última vez em que o eleitor precisou escolher dois nomes para o Senado, cerca de 63 milhões de votos em todo o país ficaram incompletos ou foram anulados por repetição, o que gera grande preocupação neste ano eleitoral.

Para evitar erros e atrasos nas filas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que os eleitores utilizem a tradicional “colinha” de papel, com os números dos escolhidos anotados na ordem de votação. Apesar de ser permitida a anotação manual, o uso de celulares e câmeras fotográficas na cabine segue proibido.