Uma investigação climática recente revelou um crescimento alarmante na frequência e na extensão de ondas de calor prolongadas em todo o mundo. O fenômeno, que passou a ser categorizado por especialistas como “tempestade de calor”, descreve eventos que ultrapassam a duração tradicional e atingem vasta proporção da superfície terrestre, gerando impactos severos em diferentes continentes simultaneamente.
De acordo com dados analisados a partir de registros horários obtidos desde 1960 em mais de um milhão de áreas, o cenário mudou drasticamente ao longo das décadas. Enquanto na década de 1960 a média anual era de aproximadamente cinco tempestades de calor ativas, os registros recentes apontam um salto para cerca de 102 ocorrências anuais.
O impacto da tempestade Vera
O maior evento já identificado na pesquisa foi batizado de Vera e estendeu-se por 367 dias, iniciando em 29 de julho de 2023 e encerrando em 29 de julho de 2024. Durante esse período contínuo, a massa de calor extremo alcançou quase 85% da superfície do planeta, atingindo seu pico de abrangência em janeiro de 2024 com 31,3% da área terrestre afetada.
Os reflexos do fenômeno foram sentidos de maneira severa e diversificada em várias regiões geográficas. Nas Filipinas, temperaturas extremas de até 38 °C comprometeram a rotina escolar em instituições sem sistemas de refrigeração. Já no sul dos Estados Unidos, o calor prolongado intensificou uma seca histórica e colaborou para a proliferação de centenas de incêndios florestais e problemas decorrentes de neblina e fumaça.
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

