OpenAI divulga centenas de resultados inéditos gerados por IA em problemas matemáticos complexos

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A OpenAI disponibilizou centenas de novos resultados matemáticos produzidos por um modelo interno de fronteira, tecnologia que figura entre as mais avançadas desenvolvidas pela empresa. Conforme apurado, foram publicados 722 manuscritos no GitHub, reunindo 372 grupos de resultados voltados a problemas que desafiam matemáticos há décadas. A divulgação ocorre em meio à crescente discussão sobre o uso de inteligência artificial na ciência e amplia o debate acerca da participação dessas ferramentas na pesquisa matemática.

A coleção abrange trabalhos em campos como teoria dos números e geometria algébrica. Entre os principais destaques estão uma solução para a conjectura de Kakeya em quatro dimensões, melhorias em algoritmos computacionais e avanços associados à chamada “quasi-hipótese de Riemann”. Os dados também compreendem três dos cinco Problemas do Prêmio do Milênio que continuam sem solução. Para alcançar esses resultados, o modelo tentou resolver cerca de 4 mil problemas.

A escala da iniciativa repercutiu entre especialistas. Alex Kontorovich, professor da Universidade Rutgers, declarou nas redes sociais que, caso um ser humano tivesse elaborado a demonstração vinculada à “quasi-hipótese de Riemann”, o feito renderia uma Medalha Fields instantaneamente. No entanto, o material ainda depende da validação e de análises independentes por parte da comunidade científica.

Para estruturar a divulgação, a OpenAI consultou o Grupo Consultivo sobre Matemática e Inteligência Artificial (AGMAI), composto por especialistas independentes. A organização informou ter seguido as orientações do grupo referentes à publicação, embora não tenha acatado a recomendação de suspender testes de problemas matemáticos avançados em modelos proprietários.

O repositório disponibilizado inclui formalizações de demonstrações em Lean — linguagem de programação voltada para a verificação de provas matemáticas por computador —, além de resumos do raciocínio do modelo, estimativas de recursos computacionais e estatísticas sobre os problemas testados. Segundo a empresa, cada resultado exigiu, em média, um consumo computacional equivalente a cerca de três horas de uso do ChatGPT Pro. A companhia também planeja financiar workshops, conferências e programas direcionados à análise das descobertas obtidas por inteligência artificial, com novas formalizações previstas para serem adicionadas ao repositório futuramente.

Com informações: Olhar Digital — ver matéria original

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.