Ao contrário do que a observação a olho nu pode sugerir, a mosca não voa de ponta-cabeça para pousar no teto ou no forro de um ambiente. O inseto utiliza uma estratégia mecânica precisa que combina aceleração prévia, inércia e rotação corporal para se fixar em superfícies invertidas.
Quando se aproxima da superfície superior, a mosca aplica um impulso adicional de voo, semelhante ao movimento de uma mola. Esse impulso projeta o corpo do inseto em direção ao teto, garantindo que ele chegue à superfície aproveitando a energia do próprio deslocamento.
Rotação no ar e fixação
No estágio final da trajetória ascendente, no instante exato em que a velocidade do impulso diminui, ocorre a mudança de posição. O inseto interrompe o batimento das asas e realiza uma rotação do corpo no ar para alinhar as patas com a superfície, dependendo unicamente da inércia gerada pelo salto inicial.
Ao se aproximar do teto, a mosca estende as patas e agarra a superfície antes que ocorra qualquer movimento de queda. O sucesso do Pouso baseia-se na combinação do impulso mecânico com a rotação feita no tempo correto, dispensando a necessidade de um voo sustentado de ponta-cabeça.
*Com informações da CNN Brasil

