Uma das pinturas mais icônicas da história da arte pode ter sido inspirada em uma observação real e precisa do firmamento. Um estudo recente divulgado na revista Scientific Reports aponta que a disposição da Lua, do planeta Vênus e de aglomerados estelares em “A Noite Estrelada” combina diretamente com o cenário astronômico visível antes do amanhecer do dia 22 de julho de 1889, na comuna francesa de Saint-Rémy-de-Provence, período em que o artista residia no local.
Tradicionalmente, a obra-prima é associada ao mês de junho daquele mesmo ano, gerando debates prolongados entre historiadores sobre o grau de fidelidade da tela em relação à natureza. No entanto, análises geométricas, simulações astronômicas e o cruzamento de cartas escritas pelo pintor francês indicam que o formato de Lua crescente presente na tela diverge do aspecto lunar registrado em meados de junho, mas se alinha perfeitamente com o final de julho.
Simulações e correspondência estelar
Para chegar a essa conclusão, a equipe de pesquisadores combinou registros meteorológicos históricos, medições da posição dos astros na tela e visitas de campo ao território francês para reconstruir o panorama visual que o artista tinha à disposição. Os dados revelam que uma Lua crescente fina, o planeta Vênus e o aglomerado de estrelas conhecido como Híades, situado na constelação de Touro, nasciam simultaneamente na região leste do horizonte.
A investigação detalhou que ao menos cinco estrelas posicionadas no centro da composição pictórica exibem um arranjo altamente compatível com a constelação estelar das Híades. A precisão dessa correspondência torna-se ainda mais evidente em um esboço a tinta produzido pelo autor após a conclusão da tela, reforçando a hipótese de que o pintor manteve a configuração exata do céu nocturno em sua memória criativa.
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

