O observatório do Instituto Federal Farroupilha (IFFar), situado em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, retomou suas atividades após quatro dias de paralisação devido a fortes tempestades que afetaram as redes elétrica e de internet. Ao analisar os arquivos capturados, os pesquisadores identificaram um registro raro e impressionante ocorrido na madrugada do último domingo (27), entre 1h e 6h da manhã (horário de Brasília).
Durante o período, a estação registrou aproximadamente 110 descargas elétricas denominadas sprites, popularmente conhecidas como “duendes vermelhos”. Trata-se de um tipo incomum de fenômeno elétrico que ocorre na mesosfera, camada da alta atmosfera situada entre 50 e 90 quilômetros de altitude, bem acima de tempestades severas. Essas estruturas luminosas de altíssima velocidade exibem formatos que lembram árvores gigantes, colunas brilhantes ou raízes.
Segundo o astrônomo amador e divulgador científico Fabricio Colvero, idealizador do Bate-Papo Astronômico e operador da estação de monitoramento, as capturas foram realizadas com o auxílio de uma câmera monocromática para garantir maior sensibilidade. O especialista destacou que registrar sprites a partir do solo exige condições específicas, como céu limpo sobre o observatório e tempestades distantes e abaixo do horizonte, de modo que os relâmpagos fiquem ocultos e apenas o brilho superior seja capturado. Além disso, por durarem apenas alguns milismegundos, o processo requer equipamentos de altíssima velocidade de resposta.
Para coroar a madrugada de registros, o céu limpo ainda permitiu a captura de um meteoro na mesma região logo em seguida, gerando uma composição visual única que uniu a sequência de duendes vermelhos ao rastro do meteoro.
Com informações: Olhar Digital — ver matéria original
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