Redes sociais implementam novos recursos para controle de algoritmos e feeds

Redes sociais implementam novos recursos para controle de algoritmos e feeds

(Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock)

Grandes plataformas de redes sociais estão expandindo ferramentas destinadas a personalizar as recomendações exibidas em seus feeds principais. A iniciativa surge como resposta direta às críticas de usuários que relatam insatisfação com sugestões automáticas que muitas vezes ignoram preferências pessoais e priorizam apenas o engajamento.

Historicamente, as empresas priorizaram a entrega de conteúdos com base em previsões automatizadas de interesse para maximizar o tempo de permanência na plataforma. No entanto, o modelo frequentemente gerava fluxos de materiais irrelevantes. Com o avanço dos sistemas de inteligência artificial, as companhias agora buscam equilibrar a descoberta de novos materiais com a autonomia do público.

Novas ferramentas por plataforma

O Instagram introduziu a ferramenta “seu algoritmo”, que exibe quais temáticas a rede associa ao perfil de cada indivíduo e possibilita indicar o desejo de consumir mais ou menos conteúdos sobre determinados assuntos. A funcionalidade, inicialmente testada nos Reels, foi integrada a todo o ecossistema do aplicativo e estendida ao Facebook.

Outras redes também adotaram soluções específicas para atender a essa demanda por personalização. O TikTok incorporou controles para gerenciar a frequência de categorias de publicações e um filtro independente para termos e palavras-chave. Já o YouTube passou a disponibilizar abas dedicadas a interesses específicos, como rotinas de exercícios físicos e vídeos focados em ASMR.

Desafios na moderação de conteúdos gerados por IA

Apesar das novas opções de personalização, as plataformas continuam enfrentando desafios decorrentes do comportamento de consumo dos usuários. Interações impulsivas com materiais polêmicos ou indignantes frequentemente interferem na precisão dos ajustes automáticos realizados pelos algoritmos.

Além disso, o controle sobre materiais produzidos por inteligência artificial permanece complexo. Executivos do setor apontam que a separação estrita entre produções humanas e sintéticas é desafiadora, visto que grande parte da mídia atual mescla ambos os métodos em sua criação.

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.