A Meta foi condenada a pagar US$ 25 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 135 bilhões, em penalidades aplicadas por um tribunal do Novo México, nos Estados Unidos. A decisão judicial, divulgada nesta quarta-feira (21), representa mais um desdobramento do escândalo de privacidade envolvendo a Cambridge Analytica, que veio à tona há quase uma década.
A sanção financeira foi definida após um júri determinar, em setembro, que a gigante das redes sociais enganou os cidadãos do estado em relação à coleta e à proteção de dados de usuários. O julgamento apontou que a companhia falhou em impedir a disseminação de informações prejudiciais em suas plataformas, acumulando mais de 43 milhões de violações à legislação estadual contra práticas comerciais desleais.
Violações intencionais e juros acumulados
Na sentença, o juiz distrital Francis Mathew apontou que diversos fatores pesaram para a aplicação da penalidade máxima permitida pelas leis locais, incluindo a extensão temporal das condutas e o envolvimento de executivos da alta liderança da empresa. O magistrado classificou as declarações da companhia como intencionais e sistemáticas.
Além da multa bilionária, o tribunal determinou que incidam juros de 15% ao ano sobre o montante até que o valor seja integralmente quitado. Documentos judiciais indicam que a condenação inicial calculada pelo estado alcançava patamares ainda mais elevados antes de ser ajustada para a cifra atual.
Histórico de acordos nos EUA
A empresa já havia encerrado outras frentes judiciais ligadas ao mesmo escândalo de vazamento de informações. Em 2022, a companhia concordou em pagar US$ 725 milhões para finalizar uma ação coletiva de privacidade.
Em paralelo, a organização fechou um acordo separado de aproximadamente US$ 17 bilhões com uma coalizão de procuradores-gerais estaduais para resolver pendências sobre segurança infantil e saúde mental, processo no qual o Novo México optou por não participar, mantendo o litígio que resultou na atual condenação.
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

