A Lua está encolhendo? Novo estudo aponta impactos e velocidade do fenômeno

A Lua está encolhendo? Novo estudo aponta impactos e velocidade do fenômeno

Imagem: Helen_Field/iStockPhoto

Pesquisas recentes lideradas pelo geólogo Thomas Watters, do Museu Nacional do Air e do Space Smithsonian, indicam que a Lua tem passado por um processo gradual de encolhimento. Publicado no periódico The Planetary Science Journal, o levantamento detalha que o resfriamento interno do satélite natural gera tensões em sua única placa tectônica, resultando em fissuras e em tremores conhecidos como lunamotos.

De acordo com os dados obtidos, o ritmo dessa contração é constante, mas considerado lento. Os cálculos apontam que, nos últimos 400 a 800 milhões de anos, o raio lunar diminuiu aproximadamente 45 metros. A análise detalhou a evolução de falhas na superfície lunar com base em imagens e informações capturadas ao longo de 17 anos pela Lunar Reconnaissance Orbiter Camera (LROC), pertencente à agência espacial norte-americana.

Impactos para a exploração espacial

Diferente da Terra, cuja crosta é fragmentada em várias placas tectônicas móveis, a Lua possui uma estrutura geológica de placa única. Conforme o interior do corpo celeste perde calor, a superfície se ajusta por meio de contrações, o que perpetua a formação de novas falhas e a movimentação das já existentes.

As descobertas geológicas não apenas ampliam o entendimento sobre a evolução e a atividade interna do satélite, mas também fornecem dados cruciais para o planejamento espacial. Especialistas apontam que mapear essas zonas de instabilidade e falhas superficiais pode ser fundamental na escolha de locais seguros para futuras missões tripuladas e para a instalação de bases permanentes na Lua.

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.