A decisão de adquirir um veículo elétrico passa obrigatoriamente pela ponta do lápis, especialmente no que tange ao custo do abastecimento doméstico. Embora a economia com combustíveis fósseis seja um dos principais atrativos desse mercado, a energia elétrica utilizada para repor a autonomia da bateria também gera custos adicionais na fatura mensal da residência.

Para mensurar esse impacto na prática, fontes do setor utilizam como referência o BYD Dolphin Mini, um dos modelos elétricos mais populares do país. A versão equipada com acumulador de 38 kWh apresenta uma autonomia oficial de até 280 quilômetros pelo ciclo do Inmetro, embora o alcance real flutue conforme variáveis como o tráfego urbano, a velocidade, a climatização e o estilo de direção adotado pelo condutor.

Custos da energia e o cenário em São Paulo

O reflexo na conta de luz varia de acordo com a concessionária local, a incidência de tributos e o consumo global do domicílio. Conforme apurado, o cálculo considera uma residência atendida pela Enel São Paulo, sob a tarifa residencial convencional vigente desde julho de 2026, fixada em R$ 0,78938 por kWh sem os impostos, somada à bandeira verde estabelecida pela Aneel para o período.

Teoricamente, uma recarga completa de 0% a 100% em uma bateria de 38 kWh consumiria cerca de R$ 29,99 em eletricidade pura. Contudo, devido aos impostos incidentes e às perdas energéticas inerentes ao próprio processo de transferência de carga, o custo efetivo por kWh costuma se aproximar de R$ 1, elevando o valor de uma carga total para aproximadamente R$ 38.

Impacto mensal e viabilidade

Para um motorista que percorre uma média mensal de 1.000 quilômetros, seriam necessárias cerca de 3,6 cargas completas considerando a autonomia de referência. Com o custo estimado de R$ 38 por ciclo completo, o acréscimo na fatura de energia ficaria em torno de R$ 137, o que representa um patamar aproximado de R$ 0,14 por quilômetro rodado.

Especialistas apontam que, apesar do aumento visível na conta de luz, o montante deve ser confrontado diretamente com a economia gerada ao deixar de consumir gasolina ou etanol. Para proprietários que possuem infraestrutura de recarga residencial e utilizam o automóvel com frequência, a equação financeira tende a se mostrar vantajosa no longo prazo.

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.