O segmento de hatches elétricos voltados para o uso urbano no Brasil passa a contar com uma disputa direta entre o consolidado BYD Dolphin Mini e o recém-chegado Geely EX2. Ambos buscam conquistar o consumidor que deseja migrar para a mobilidade elétrica sem ultrapassar a faixa dos R$ 130 mil, mas cada um adota estratégias distintas em termos de projeto, dimensões e desempenho.
Enquanto o modelo da BYD foca em dimensões mais compactas e em um preço de entrada mais agressivo, o concorrente da Geely aposta em uma carroceria maior, motorização mais potente, tração traseira e suspensão independente nas quatro rodas. Essa divergência de propostas impacta diretamente tanto na agilidade pelas ruas das cidades quanto no conforto em viagens mais longas.
Versões e preços no mercado brasileiro
O BYD Dolphin Mini é comercializado em configurações que variam de acordo com campanhas promocionais e condições comerciais vigentes. Em ofertas recentes, a versão de entrada GL apareceu por R$ 109.990, enquanto a opção topo de linha GS foi anunciada por R$ 119.990, tornando recomendável a confirmação dos valores atualizados diretamente nas concessionárias.
Por sua vez, o Geely EX2 é distribuído nas versões Pro e Max, com preços de referência fixados em R$ 123.800 e R$ 136.800, respectivamente. A principal distinção entre as duas variantes da marca está concentrada no pacote de recursos tecnológicos e de conforto, uma vez que ambas compartilham a mesma motorização elétrica traseira e o mesmo conjunto de baterias.
Desempenho, autonomia e recarga
Em relação à autonomia homologada pelo Inmetro, o Geely EX2 marca 289 km por carga completa, ao passo que o BYD Dolphin Mini atinge 280 km. Trata-se de uma margem reduzida que pode variar no uso cotidiano conforme o estilo de condução, a topografia, a velocidade e o uso do sistema de ar-condicionado.
No quesito potência, o EX2 leva vantagem ao entregar 116 cv e 15,3 kgf/m de torque com tração traseira, acelerando de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos. Já o Dolphin Mini disponibiliza 75 cv e 13,8 kgf/m com tração dianteira, cumprindo a mesma prova em 14,9 segundos, o que evidencia um foco estritamente voltado à eficiência e à mobilidade urbana diária.
Espaço interno e capacidade de carga
As dimensões físicas evidenciam outra discrepância marcante entre os veículos. O representante da BYD mede 3,78 metros de comprimento, 2,50 metros de entre-eixos e oferece um porta-malas de 230 litros, medidas ideais para facilitar o estacionamento em vagas apertadas e o trânsito em vias estreitas.
Em contrapartida, o modelo da Geely é substancialmente maior, alcançando 4,135 metros de comprimento, 2,65 metros de distância entre os eixos e um compartimento de bagagem com capacidade para 375 litros, expansível até 1.320 litros com os assentos rebatidos. Essas proporções garantem maior comodidade para os ocupantes do banco traseiro e capacidade ampliada para o transporte de volumes.
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

