Calor extremo provoca mais de 50 mil mortes em áreas urbanas da Europa no verão de 2026

Calor extremo provoca mais de 50 mil mortes em áreas urbanas da Europa no verão de 2026

(Imagem: chandet/Shutterstock)

As ondas de calor intenso que atingiram a Europa durante o verão de 2026 podem ter causado 50.391 mortes em áreas urbanas do continente. Os dados fazem parte de estimativas científicas revisadas por pares e conduzidas por pesquisadores do Imperial College London e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

O levantamento analisou 854 cidades e regiões urbanas distribuídas por 30 países europeus, cruzando informações meteorológicas, perfis demográficos e a correlação entre as temperaturas extremas e o risco de mortalidade. Conforme apurado, o período recente registrou o maior índice de mortalidade por calor desde o início da série histórica em 2000, superando marcas anteriores.

Impacto da atividade humana e limitações do estudo

Do total de óbitos calculados, aproximadamente 32.619 ocorrências — o equivalente a cerca de dois terços — foram diretamente atribuídas ao aquecimento global provocado pela ação humana, principalmente pela queima contínua de combustíveis fósseis. Para chegar a essa conclusão, os cientistas utilizaram modelos estatísticos que simularam um cenário climático sem a interferência dos gases de efeito estufa na atmosfera.

Apesar da robustez da análise, os autores destacam que o estudo possui limitações metodológicas. As áreas urbanas avaliadas cobrem cerca de 40% da população total dos países incluídos no escopo, e o levantamento desconsiderou uma onda de calor ocorrida previamente em maio, o que sugere que o impacto total pode ser ainda maior na região.

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.