Chefia do Instagram admite dificuldades para conter avanço de deep fakes

Avanço de deepfakes desafia validação de provas audiovisuais, alertam OpenAI e Meta

Imagem: MDV Edwards/Shutterstock

O diretor do Instagram, Adam Mosseri, admitiu publicamente que a rede social ainda não possui mecanismos eficientes para conter perfis que utilizam deep fakes baseados em inteligência artificial para reproduzir conteúdo alheio. A questão tem sido levantada com frequência por criadores de conteúdo da própria plataforma, que relatam o uso não autorizado de suas imagens e produções por contas automatizadas.

Um dos episódios que chamou atenção na rede envolveu o comediante norte-americano George Brett Olson. O artista descobriu uma conta com mais de 300 mil seguidores que republicou uma de sua apresentações, mas substituiu sua imagem por um avatar feminino gerado por IA, mantendo integralmente o áudio e o texto original. O perfil em questão direcionava os usuários para uma página externa no OnlyFans, prática que também tem sido observada em vídeos de dançarinos e outros segmentos.

Em resposta direta aos relatos na plataforma, Mosseri afirmou estar bastante preocupado com a situação, embora tenha descartado a possibilidade de implementar uma proibição generalizada para conteúdos criados com inteligência artificial. Segundo o executivo, distinguir e banir essas ferramentas de forma ampla não é prático, já que a tecnologia continuará evoluindo e nem todo material produzido é prejudicial.

Como alternativa para mitigar o problema, o diretor indicou que a empresa estuda formas de direcionar maior volume de tráfego aos autores legítimos das produções. Além disso, a companhia avalia quais medidas adotar diante de casos que configuram cópias integrais do trabalho de criadores independentes, enquanto busca alinhar novas diretrizes com suas equipes internas.

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.