A Meta, conglomerado responsável por plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp, poderá ser penalizada com uma multa diária de R$ 500 mil caso descumpra diretrizes estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A determinação envolve a gestão de conteúdos e perfis voltados às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro durante o segundo turno das eleições de 2026.
A medida cautelar foi originalmente assinada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze e posteriormente ratificada por unanimidade pelo plenário do tribunal. A ação teve início após questionamentos da campanha de Lula sobre restrições na distribuição de publicações e divergências no funcionamento da ferramenta Meta AI, que gerava conteúdos visuais relacionados a um dos candidatos enquanto bloqueava solicitações similares direcionadas ao outro.
Regras para alcance e inteligência artificial
De acordo com as diretrizes impostas pelo TSE, a empresa não pode aplicar reduções seletivas na distribuição de materiais eleitorais, limitar resultados de busca ou modificar métricas de maneira a prejudicar qualquer uma das chapas envolvidas. Além disso, bloqueios automáticos de contas ligadas à política devem passar por validação humana ou reavaliação em curto prazo.
A decisão também estabelece que os filtros da inteligência artificial precisam ser aplicados de maneira equivalente a ambos os concorrentes. A Meta informou que nega qualquer tipo de interferência política em seus sistemas e atribuiu as divergências observadas a incidentes de ordem técnica ocorridos durante o período eleitoral.
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

