Cientistas e representantes de diversos países aprovaram a descontinuação do chamado “segundo bissexto”, um mecanismo de ajuste utilizado para manter o tempo oficial sincronizado com a rotação terrestre. A decisão foi formalizada durante a 28ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, sediada na região de Versalhes, na França.
Com a medida, que entrará em vigor oficialmente em 20 de maio de 2027, a diferença entre o tempo oficial e a rotação do planeta poderá acumular até uma hora. O objetivo principal da mudança é mitigar os riscos operacionais que essas correções pontuais provocam em infraestruturas digitais, redes de telecomunicações, sistemas globais de navegação por satélite e mercados financeiros.
Entendendo a divergência temporal
A necessidade do ajuste decorre de uma diferença estrutural entre a precisão dos relógios atômicos e a dinâmica do planeta. Enquanto os instrumentos baseados em átomos de césio medem o tempo com altíssima regularidade física, a rotação da Terra sofre variações ao longo do tempo, influenciada principalmente pela atração gravitacional lunar e por outros fenômenos geofísicos.
Historicamente, o Tempo Universal Coordenado precisava receber acréscimos de um segundo para compensar essa desaceleração gradual. Relatórios do setor apontavam ainda a possibilidade inédita da aplicação de um segundo bissexto negativo, o que exigiria a remoção de um segundo dos relógios e poderia gerar instabilidades ainda maiores em hardwares e softwares ao redor do globo.
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

