Atraso em novo imposto pode baratear carros e movimentar vendas em 2027

Atraso em novo imposto pode baratear carros e movimentar vendas em 2027

Divulgação/Volkswagen

O mercado automotivo brasileiro pode vivenciar um cenário de alívio fiscal no início de 2027. De acordo com informações divulgadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as montadoras instaladas no país têm chances de iniciar o período sem a cobrança imediata do novo Imposto Seletivo (IS), amplamente conhecido como o “imposto do pecado”. O motivo seria a demora do governo federal na regulamentação oficial das alíquotas previstas pela Reforma Tributária.

Segundo esclarecimentos do presidente da entidade, Igor Calvet, a ausência de um texto legal definido até outubro deste ano impede a cobrança logo no primeiro dia de janeiro de 2027. O entrave ocorre em cumprimento à regra constitucional da anterioridade noventena. Com a transição tributária em curso, os automóveis zero-quilômetro passarão a ser taxados pelo IVA Dual — composto pelo IBS e pela CBS —, substituindo tributos tradicionais como ICMS, ISS, PIS e Cofins, enquanto o Imposto Seletivo assumirá o papel que hoje pertence ao IPI.

Metrificação de emissões e incertezas do setor

Quando entrar em vigor, o Imposto Seletivo utilizará diretrizes de eficiência energética e taxas de emissão baseadas nos moldes do atual IPI Verde. Na prática, veículos híbridos, elétricos e menos poluentes tendem a ser favorecidos com alíquotas menores, ao passo que modelos com maior índice de emissão de poluentes sofrerão uma carga tributária consideravelmente mais alta.

Apesar da projeção inicial de tributação reduzida defendida pela Anfavea, especialistas do setor automotivo alertam que o cenário ainda é de imprevisibilidade. Analistas apontam que o governo poderá recorrer a medidas provisórias para sustentar a cobrança do IPI tradicional caso ocorram novos atrasos na regulamentação, além de fatores como a incidência de tributos sobre insumos minerais que podem pressionar os valores finais para o consumidor.

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.