Estudo aponta que tratamentos modernos para enxaqueca exigem cautela na gestação

Foto: Drazen Zigic/magnific.com

Uma classe de medicamentos amplamente utilizada na prevenção da enxaqueca foi associada a um risco cerca de 40% maior de aborto espontâneo durante as primeiras 20 semanas de gravidez. O levantamento, veiculado na revista científica JAMA Neurology, examinou registros de 7.579 gestações para compreender os impactos desses novos tratamentos no período gestacional.

A investigação focou em anticorpos monoclonais projetados para bloquear o CGRP, uma molécula diretamente envolvida nas crises dolorosas de enxaqueca. Contudo, os cientistas destacam que essa mesma substância desempenha papéis fundamentais em processos biológicos da gravidez, como a regulação do fluxo sanguíneo, a implantação do embrião e o desenvolvimento da placenta.

Metodologia e limitações do estudo

Conduzido por especialistas liderados pela epidemiologista Anick Bérard, do Centre Hospitalier Universitaire Sainte-Justine, o trabalho analisou dados de planos de saúde privados nos Estados Unidos coletados entre 2018 e 2021. Foram avaliados quatro tratamentos específicos da categoria, comparando os resultados com pacientes que utilizaram o propranolol como alternativa preventiva.

Apesar do alerta estatístico nas primeiras fases da gravidez para quem utilizou os anticorpos monoclonais, os autores enfatizam que o formato observacional da pesquisa impede a comprovação de uma relação direta de causa e efeito. Especialistas reforçam que o diálogo contínuo entre pacientes e médicos é indispensável para avaliar riscos e benefícios de qualquer terapia medicamentosa durante a gestação.

Com informações: Olhar Digital — ver matéria original

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.