A Nintendo declarou oficialmente que não tem a intenção de abandonar o mercado de jogos em mídia física. Em entrevista recente, Bill van Zyll, vice-presidente e gerente-geral da companhia para a América Latina, afirmou que a empresa avalia rigorosamente os hábitos e as preferências dos consumidores antes de definir suas estratégias de lançamento.
Segundo o executivo, a corporação não adota uma preferência rígida por um único formato de distribuição. O Nintendo Switch 2, lançado em meados de 2025, mantém o suporte tanto para mídias digitais quanto para cartuchos tradicionais, garantindo flexibilidade para o público e reforçando a importância dos formatos físicos no ecossistema da marca.
“Historicamente, nós não temos preferência por um formato específico. Levamos as preferências dos consumidores muito em consideração. Também temos uma plataforma que acabou de ser lançada. Estamos há pouco mais de um ano com o Nintendo Switch 2, e ele oferece tanto jogos digitais quanto físicos. Portanto, não temos planos de abandonar a mídia física. Sabemos o quanto os fãs também gostam dela.” – Bill van Zyll, da Nintendo, em entrevista ao canal Coelho no Japão
O avanço do mercado digital na indústria de jogos continua gerando debates entre figuras proeminentes do setor. Shawn Layden, ex-presidente da Sony Interactive Entertainment (SIE) Worldwide Studios, expressou recentemente sua discordância em relação à decisão da empresa de encerrar a produção de discos físicos para seus videogames. As declarações foram feitas durante participação no podcast The Expansion Pass.
Com uma trajetória na companhia iniciada em 1987 e encerrada com sua aposentadoria da liderança dos estúdios em 2019, Layden reconhece a conveniência proporcionada pelo formato digital. No entanto, o executivo argumenta que a eliminação da mídia física traz riscos consideráveis para a reputação da marca e fere o conceito tradicional de propriedade no ecossistema de entretenimento eletrônico.
De acordo com a análise do ex-dirigente, mesmo que o mercado atual apresente uma proporção em que a grande maioria dos consumidores opte por downloads, a fatia minoritária que prefere o formato físico mantém uma relevância estratégica inegável. Para ele, esses compradores representam o segmento mais fiel da base de fãs, demonstrando hábitos de consumo voltados ao colecionismo e à aquisição de múltiplos exemplares de um mesmo título.O ponto nevrálgico levantado por Layden diz respeito à transição entre posse e licenciamento. O ex-executivo questionou a validade do termo “compra” quando o usuário perde a capacidade de revender ou transferir o produto adquirido. Na visão dele, a substituição da propriedade física por licenças de acesso altera profundamente a relação comercial entre a fabricante e o consumidor.
Com informações: Tecnoblog — ver matéria original
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

