A franquia Street Fighter esteve sob o risco real de perder sua relevância e desaparecer em cerca de dez anos caso a Capcom não promovesse mudanças profundas em sua estrutura. A revelação foi feita por Shuhei Matsumoto, produtor de Street Fighter 6, durante uma entrevista concedida em 5 de outubro de 2026 a um videocast japonês apresentado por Karin Ohira.
Segundo relatos da equipe de desenvolvimento, liderada por Matsumoto em conjunto com o diretor Takayuki Nakayama, o problema central não se limitava às críticas iniciais enfrentadas por Street Fighter 5 após seu lançamento em fevereiro de 2016. A grande preocupação da empresa residia na desconexão da marca com as novas gerações de jogadores, já que o público do título anterior se concentrava majoritariamente na faixa etária entre 35 e 45 anos.
Apesar do forte reconhecimento histórico associado a personagens clássicos como Ryu e Chun-Li e ao impacto duradouro de Street Fighter 2, a equipe percebeu que a familiaridade com a marca não estava se convertendo em engajamento prático. Depender exclusivamente de uma base de fãs envelhecida representava um risco para a sustentabilidade dos projetos futuros.
Para reverter esse cenário, a produção de Street Fighter 6 adotou uma abordagem voltada para novos públicos, abandonando a premissa de que todos os jogadores dominavam os comandos e as regras tradicionais. Entre as principais inovações introduzidas para alcançar esse objetivo estão os Controles Modernos, que oferecem atalhos e simplificam a execução de golpes especiais sem anular o formato Clássico, além do modo World Tour, que propõe uma experiência individual de exploração, e o Battle Hub, criado para resgatar a experiência social dos antigos fliperamas.
Com informações: Overdrive — ver matéria original
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

