Às vésperas do segundo turno das eleições de 2026, relatórios indicam que criminosos estão utilizando o nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para aplicar um golpe focado na cobrança de uma falsa taxa de regularização do título de eleitor. As abordagens utilizam dados reais das vítimas, como o número do CPF, e direcionam os cidadãos para páginas fraudulentas que simulam os portais oficiais da Justiça Eleitoral.
A fraude é desenhada para explorar o receio dos eleitores de enfrentarem impedimentos na hora de votar. O TSE reforça que todos os serviços relacionados à emissão, transferência e atualização do título de eleitor são totalmente gratuitos, e que o órgão não solicita pagamentos ou informações pessoais e bancárias por meio de WhatsApp, SMS ou e-mail.
Como funciona o golpe
As mensagens enviadas aos cidadãos alegam a existência de pendências vinculadas aos seus CPFs. Ao acessarem o link fornecido nas comunicações, as vítimas são direcionadas a sites falsos, onde sofrem pressão para quitar supostas dívidas por meio de Pix ou boleto, sob o argumento de evitar restrições em documentos e serviços públicos. A utilização de dados verdadeiros pelos golpistas serve para conferir maior credibilidade à abordagem.
Especialistas em segurança digital apontam que a estratégia empregada é a engenharia social. Em vez de explorarem falhas tecnológicas, os criminosos manipulam a confiança e a preocupação do eleitor, fazendo com que o cidadão aja rapidamente por medo de estar irregular perante a Justiça Eleitoral.
Orientações de segurança
O calendário eleitoral serve como um dos principais elementos para identificar a fraude. O cadastro eleitoral esteve fechado desde 7 de maio e tem reabertura prevista apenas para 3 de novembro, período em que não é possível realizar alistamento, transferências ou revisões cadastrais. Além disso, o pagamento isolado de uma multa não regulariza de forma imediata um título cancelado para o segundo turno.
Especialistas ressaltam que existem cobranças legítimas de multas por ausência às urnas sem justificativa, mas orientam que a consulta de pendências e as formas de pagamento sejam realizadas estritamente nos canais oficiais, como o aplicativo e-Título. Em casos de pagamentos legítimos de multas eleitorais via Pix, o destinatário oficial deve ser sempre o Tesouro Nacional. Recomenda-se também verificar cuidadosamente o endereço dos sites acessados para evitar prejuízos financeiros.
Com informações: Olhar Digital — ver matéria original
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.

