NASA avança no desenvolvimento do PRIMA, novo telescópio espacial voltado ao infravermelho distante

Foto: Nasa/Ilustração

Mesmo com o funcionamento de observatórios como o James Webb e o Nancy Grace Roman, a NASA já se prepara para expandir ainda mais as fronteiras da astronomia com o desenvolvimento de um novo telescópio espacial. Conhecida como PRIMA (PRobe far-Infrared Mission for Astrophysics), a iniciativa tem como foco principal a observação do infravermelho distante, permitindo aos pesquisadores analisar aspectos que vão desde a formação de planetas até a evolução de galáxias e buracos negros supermassivos.

Recentemente, a missão avançou para a Fase B de seu desenvolvimento, etapa que contempla a elaboração do projeto preliminar e o avanço tecnológico necessário. O PRIMA representa a primeira iniciativa de uma nova categoria de missões de médio porte da agência espacial, designada como Probe Explorers. Embora possua orçamento e prazos considerados intermediários, a proposta científica é de grande envergadura.

Em declarações a veículos especializados, o professor George Helou, vinculado ao Caltech, destacou que o projeto possui metas centrais voltadas a compreender a origem de atmosferas planetárias, detalhar a coevolução entre galáxias e seus buracos negros centrais, e monitorar o acúmulo de poeira e metais ao longo da história cósmica.

O grande diferencial do equipamento será a capacidade de captar radiação na faixa do infravermelho distante. Esse tipo de luz não pode ser analisado de maneira eficiente a partir do solo terrestre, uma vez que a atmosfera do planeta bloqueia a radiação. O obstáculo é significativo porque diversos eventos cósmicos ocorrem em locais densamente preenchidos por poeira, que absorve luz visível e ultravioleta e a converte em radiação infravermelha.

Dados preliminares apontam que cerca de metade de toda a energia luminosa presente no Universo encontra-se na forma de luz infravermelha. Sem essa fração, a análise do cosmos permanece incompleta. O último observatório espacial voltado especificamente para essa faixa do espectro foi o Herschel, operado pela Agência Espacial Europeia (ESA), cuja atividade foi encerrada em 2013 após o esgotamento do refrigerante líquido. Caso seja aprovado na revisão final, o lançamento do PRIMA marcará a chegada do primeiro telescópio desse segmento em aproximadamente vinte anos.

Com informações: Olhar Digital — ver matéria original

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.