Google começa a bloquear instalação de aplicativos fora da Play Store no Brasil

Foto: Google/Reprodução

O Google começou a aplicar no Brasil uma nova política de distribuição de aplicativos para Android, restringindo a instalação de programas provenientes de fontes que não estejam dentro do sistema de desenvolvedores verificados pela companhia.

A medida entrou em vigor em 30 de setembro e também foi implementada na Indonésia, em Singapura e na Tailândia. O objetivo declarado pelo Google é dificultar a distribuição de aplicativos maliciosos utilizados em golpes, roubo de identidade e outros crimes digitais.

Com a mudança, desenvolvedores que desejarem distribuir seus aplicativos fora da Play Store precisarão passar por um processo de cadastro e verificação. A distribuição poderá ocorrer por lojas consideradas certificadas pelo Google.

Entre as plataformas habilitadas estão a própria Google Play, além de lojas como Galaxy Store, Xiaomi GetApps, OPPO App Market, HONOR App Market, Palm Store e V-Appstore.

A companhia afirma que identifica uma quantidade significativamente maior de ameaças em fontes alternativas de download. Segundo o Google, fontes externas apresentam até 90 vezes mais ameaças do que a Play Store.

Apesar do anúncio, a mudança não significa que todos os arquivos APK deixarão imediatamente de funcionar. De acordo com as informações divulgadas, aplicativos distribuídos por lojas externas e determinados arquivos APK ainda não são diretamente afetados neste primeiro momento.

A principal mudança ocorre para os desenvolvedores, que passam a ter novas exigências para comprovar sua identidade antes de distribuir aplicativos fora da loja oficial.

O Google também criou mecanismos específicos para projetos pessoais e estudantis. Nesse caso, existem contas de distribuição limitada, com possibilidade de instalação em até 20 dispositivos.

Para o usuário comum, a empresa afirma que a alteração deverá ter pouco impacto na utilização cotidiana do Android. A intenção é concentrar a mudança principalmente na origem e na identificação dos aplicativos instalados.

A companhia pretende ampliar o sistema para outros mercados ao longo de 2027, o que pode representar uma mudança importante na forma como aplicativos são distribuídos no Android mundialmente.

A medida também reacende o debate sobre a liberdade de instalação de aplicativos no Android e o equilíbrio entre segurança, controle da plataforma e possibilidade de utilizar lojas alternativas.

Fontes consultadas nesta matéria:

Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.