Entusiastas da astronomia têm uma oportunidade privilegiada para observar a galáxia de Andrômeda (M31), reconhecida como o objeto mais distante visível a olho nu a partir do nosso planeta. Conforme apurado por dados da plataforma InTheSky.org, o corpo celeste alcança seu ponto máximo de altitude no céu no início da madrugada desta sexta-feira (2), por volta das 0h (horário de Brasília).
Nos dias seguintes, o horário do pico de visibilidade ocorrerá cerca de quatro minutos mais cedo a cada jornada. Especialistas destacam que a alta elevação em relação ao horizonte é favorável porque a luz da galáxia atravessa uma quantidade menor de camadas de ar, minimizando a distorção atmosférica e assegurando uma nitidez superior na observação.
Situada a aproximadamente 2,5 milhões de anos-luz da Terra, na constelação homônima, Andrômeda possui magnitude visual de 3,4. Isso permite que seja avistada sem o auxílio de instrumentos óticos, surgindo como uma mancha suave e esbranquiçada, desde que a observação ocorra em locais com céus totalmente escuros e distantes da poluição luminosa urbana.
Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e colunista, pontua sobre a perspectiva temporal da observação. “É importante dizer que observar Andrômeda é como contemplar uma janela para o passado. Graças à distância em que ela está de nós, a luz que observamos por essa janela hoje mostra como ela era há cerca de dois milhões e quinhentos mil anos”, declara.
O especialista acrescenta que, em termos estruturais, Andrômeda compartilha semelhanças com a Via Láctea por ser uma galáxia espiral barrada, apresentando braços espirais conectados por uma barra central. No entanto, ela supera a nossa galáxia em dimensões.
“Andrômeda é uma gigante quando comparada à nossa galáxia; tem mais do que o dobro do tamanho e cerca de um trilhão de estrelas, contra ‘apenas’ 400 bilhões da Via Láctea, sendo um pouco mais massiva”, detalha Zurita.
Para quem deseja explorar a estrutura da galáxia com maior clareza, o uso de binóculos básicos ou pequenos telescópios já viabiliza a identificação da região oval e brilhante do núcleo central, além de sutilezas relativas aos seus braços espirais.
Com informações: Olhar Digital — ver matéria original
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.
