A escalada agressiva nos custos de fabricação dos componentes vitais cobrará um preço salgado da indústria móvel em 2026. Um relatório pessimista liberado pela agência TrendForce projeta um forte tombo no mercado mundial de smartphones, prevendo que a produção sofrerá uma contração de pelo menos 10% no acumulado deste ano.
O teto de produção deve recuar de maneira brusca, fechando o balanço anual com apenas 1,135 bilhão de dispositivos manufaturados de forma global. O gargalo da crise responde por um único nome principal: o suprimento das memórias. A voracidade dos grandes data centers dedicados a serviços de inteligência artificial enxugou todo o abastecimento do componente nas fábricas mundiais, o que desencadeou uma alta descontrolada nos preços de compra repassados às fabricantes de celular.
O estudo indica que empresas dotadas de ecossistemas integrados e fábricas próprias, a exemplo da Samsung — que domina larga fatia da produção de memórias de forma nativa —, terão artifícios naturais para suavizar e assimilar melhor os estragos operacionais na linha de montagem.
Contudo, marcas independentes e totalmente baseadas na importação de terceiros terão duas árduas saídas: desacelerar o ritmo das próprias esteiras ou embutir perigosamente o encarecimento das placas na etiqueta colada na vitrine para o consumidor, sob o risco de agravar ainda mais as previsões de retração para até 15% em estimativas conservadoras.
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Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.
