O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotará antenas de comunicação via satélite da Starlink para viabilizar a transmissão de resultados em regiões do país desprovidas de acesso convencional à internet durante as eleições de 2026. Conforme divulgado, serão distribuídos até 1.113 terminais por 13 estados brasileiros.
A execução da operação foi delegada à Hughes do Brasil, que firmou contrato com a Justiça Eleitoral para disponibilizar os dispositivos e a infraestrutura exigida para o envio das informações. Os kits operacionais englobam antenas de satélite e baterias de alta capacidade, permitindo a atuação das equipes em locais com recursos de infraestrutura restritos.
Segundo o TSE, o emprego de tecnologia via satélite em locais remotos tem o propósito exclusivo de otimizar a logística e a operação, assegurando que os votos de eleitores em zonas isoladas sejam contabilizados com os mesmos padrões de segurança, rapidez e transparência aplicados no restante do território nacional.
A distribuição dos aparelhos contemplará majoritariamente os estados do Amazonas e do Pará, que contarão com 350 terminais em cada unidade federativa, somando cerca de 63% do total previsto. Os demais dispositivos serão divididos entre Mato Grosso (117), Acre (91), Maranhão (60), Roraima (60), Amapá (53), Mato Grosso do Sul (9), Goiás (5), Piauí (5), Bahia (4), Paraná (4) e São Paulo (3), além de dois equipamentos que permanecerão sob a guarda do próprio TSE.
A transmissão dos dados ocorrerá somente após o término da votação, mantendo as urnas eletrônicas desconectadas da internet. Os terminais servirão para enviar os arquivos com os resultados e otimizar a comunicação das equipes da Justiça Eleitoral. No Maranhão, por exemplo, técnicos utilizarão antenas Starlink Mini e notebooks nos Postos Avançados de Transmissão (PATs). Após a emissão dos Boletins de Urna (BUs), as informações serão enviadas à Corte Eleitoral para a apuração. Os arquivos recebem assinatura digital na origem, passam por criptografia durante o transporte e são checados no destino.
O presidente da Hughes do Brasil, Rafael Guimarães, pontuou que o projeto envolve superar barreiras logísticas complexas. O TSE enfatizou ainda que a contratação da prestadora de serviços se limita estritamente ao fornecimento do meio físico de conectividade, sem qualquer tipo de acesso, interferência ou controle da empresa sobre a apuração, totalização ou o teor dos votos. Adicionalmente, o aplicativo e-Título funcionará mesmo sem pacote de dados ativos nos turnos do pleito.
Fonte/com informações: Canaltech — ver matéria original
Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e revisada por um jornalista antes da publicação.
